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Decretos e Redecisões de vida que fazemos a nós mesmos

29/05/2014

Há muitos anos, recebi em meu consultório uma senhora com cerca de 85 anos. Apresentou-se muito bem trajada, devidamente maquiada e, o principal, cheia de vida. Veio para se conhecer mais através do meu trabalho e por ser uma eterna buscadora de ampliação da consciência.
Contou-me que aposentara-se logo após completar seus 50 anos de idade. Havia começado a trabalhar desde muito cedo numa empresa onde desenvolvera-se em uma área que até então nenhuma mulher havia se envolvido. Lidava diretamente com as questões humanísticas dos trabalhadores, área hoje reconhecida como Recursos Humanos. Contou também que a partir dos seus exatos 50 anos e logo após receber a sua aposentadoria, que percebeu-se literalmente morrendo, perdendo forças, adoecendo. Dia após dia sentia-se mais e mais fraca, mais e mais debilitada. Naquela ocasião, inconformada com o seu derradeiro destino, já numa cama, sem energia alguma, revela que começou a pedir desesperadamente por uma resposta para tudo aquilo que estava lhe acometendo. Queria saber o motivo de estar sentindo-se morrer exatamente no momento em que iria começar a usufruir de sua liberdade de ir e vir e ainda com dinheiro suficiente para usufruir da vida? 
Foi num momento de extremo desespero que algo como se fosse uma fenda abriu-se em sua mente e seu olhar interior voltou-se a um tempo muito distante, quando tinha apenas 15 anos de idade. Estava numa sala de aula e junto com os seus colegas de classe observava uma professora "velha", provavelmente por volta de seus 50 anos. Lembrou-se de que naquele momento, com a sua sensibilidade de sempre, notou que a tal professora estava bastante infeliz... E ao percebê-la, assim desta maneira, criou o seguinte pensamento/decreto: "Quero viver até os 50 anos e morrer, não quero ficar triste, velha e sem vida; então, 50 anos é o limite.
Num susto, agora com seus 50 anos, percebia que sua vida estava apenas começando em uma nova etapa. Ao perceber sua precoce decisão funcionando como um decreto, imediatamente REDECIDIU e disse para si mesma que aos 50 anos ainda estava jovem e repleta de vida para viver! Desde aquela sua redecisão, percebeu que sua saúde, antes deteriorada, a cada dia melhorava até que pôde se reinventar totalmente assumindo o seu especial momento de vida com saúde e plenitude.

Todos nós, de algum modo, decidimos como que a nossa vida será a partir de alguns pontos cruciais que nos deparamos ao longo das nossas jornadas.
Uma pergunta saudável para se fazer quando algo não vai bem é: Quando foi que eu decidi que a minha vida deveria ser isso? O que eu decidi e em qual tempo foi?
Buscar a decisão e redecidir. Simples assim e funciona.
Se tiver alguma dificuldade, busque por uma terapia que possa tratar essas questões com eficiência. Já tive e tenho diversos casos em que a vida é totalmente redimensionada de modo inimaginável anteriormente e para melhor.

A vida é curta e, por suposto, que não vale a pena seguir com um programa que já perdeu a validade. Não vale a pena seguir com sentimentos confusos em relação seja ao que for.
Ficar no sofrimento é tentar resgatar algo que deveria ter sido resolvido e não foi. Sempre há chance. Reinvente-se. Você pode.
Sua mente é a local. EMDR/Brainspotting. Reprocesse e habilite-se a alcançar o inimaginável através de suas redecisões.

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