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Questões sobre o Bullying

07/03/2016

 

Pesquisas relacionam atitudes de bullyings há mais de 100 anos, porém, somente há pouquíssimo tempo foi acionado um sério sinal de alerta sobre os dramas e perigos envolvidos nesse tipo de violência em que colegas de escola tiranizam seus alvos escolhidos, ridicularizando-os ou afrontando-os fisicamente no sentido de diminui-los e quebrando totalmente suas autoestimas.

A diferença entre as provocações normais como apelidos ou mesmo aquelas tiradinhas de sarro conhecidas por todos, é que nas atitudes de bullying, o processo além de ser insidioso, os agressores praticamente nunca se dão por satisfeitos em seus atos de violência. Somente param quando o sinal do recreio toca ou quando um professor entra em classe ou mesmo quando no caso das atitudes partirem para algo escancaradamente perigoso ao ponto das pessoas ao redor interferirem. Resumindo, freiam suas ações, quando algum tipo de limite e lei externa inibe a ação.

Pais devem estar atentos às queixas dos filhos e sempre os levarem a sério, sem banalizar. Devem também pesquisar na escola e ver se existe a possibilidade dos filhos exercerem as suas próprias defesas, mas sempre ficando atentos a fim de terem discernimento sobre a real dimensão do que está ocorrendo. Lembrando que a maioria dos atos de bullying ocorre fora da visão dos adultos e que muitas vezes os agressores, pelo afrontamento e pela inserção de medo, acabam inibindo os demais colegas para que não os denunciem. Ainda pelo mesmo medo e terror, grande parte das vítimas acaba não reagindo, escondendo o tamanho dos maus tratos que passam.

Tive alguns pacientes adultos que contam que viveram os piores horrores de suas vidas dentro da escola e que os pais sempre falavam para eles enfrentarem as situações ou mesmo não davam ouvido suficiente para questões que os marcaram severamente pelo duplo desamparo.

Pais que recebem a informação de que os próprios filhos estão praticando bullying, devem ficar atentos e pesquisarem o que se passa no universo emocional dos seus próprios filhos porque as pesquisas revelam que de 20 por cento dos casos, os praticantes de bullying, de algum modo, também são vítimas e não entender que os filhos são alguma espécie de valentões e que está tudo bem. Se existe falta de empatia para com o outro, em qual idade for, é porque existe algum tipo de dor e de adoecimento emocional não solucionada. 

A escola deve cumprir o seu papel de dar educação aos seu alunos, Penso que hoje, mais do que nunca, este assunto faz parte do que se propõe. Educar para a vida e não só para aprenderem a ler, escrever e entrarem numa faculdade. Deveriam dar aulas formais sobre o assunto, a ponto de sensibilizarem seus alunos. Seria uma espécie de psicoeducação mais do que necessária nos dias de hoje.

Quanto mais despertos, melhor!

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