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Quanto mais despertos, melhor!

20/05/2016

 

 

 

Como sair das nossas bolhas psicológicas.

Às vezes me vejo andando à beira do mar, sentindo a areia nos pés e com o meu corpo sendo abraçado pelos raios do sol em minhas costas. São nesses momentos de alegria e de paz absoluta que olho para o meio do oceano e custo a acreditar que em vários tempos da minha vida, eu estive lá, literalmente me afogando, sem conseguir nem ao menos ver que existia um lugar tão bom e tão saudável como este em que me encontro agora.

Num instante, porém, numa fração de segundo, entre um pensamento e outro, sou acometido por lembranças antigas, repletas de sensações de amor e de sofrimento que tantas vezes passei em meu relacionamento afetivo. Mesmo sabendo que este é um terreno arenoso e ainda difícil de não me contaminar, pouco a pouco vou entrando nas histórias, enganando-me achando que já posso transitar nestes supostos cenários quando quiser e ainda sair ileso. E assim, vou me enganando drasticamente na medica em que vou convencendo a mim mesmo de que posso adentrar um pouco mais nessas histórias, nem que seja apenas por um instante visando relembrar de como tudo aconteceu.

Num piscar de olhos, como se eu fosse seguindo um canto hipnótico de alguma sereia, feito sonambulo vou  sendo conduzido pelas imagens e sensações até que por um segundo me vejo novamente com meus pés molhados tocando a beirada do mar, ainda quase achando que estou somente os molhando. Num lapso da sequência, porém, acordo no meio do mar novamente e me vejo em total desespero, afogando-me, sufocado.

Neste exato momento ainda não me sinto totalmente curado da decisão do rompimento com aquela que tanto amei e que tanto me fez sofrer. Aprendi que se eu voltasse para ela, literalmente iria voltar para trás, ou seja, retrocederia em todo processo evolutivo de despertamento que já havia conquistado. Mas vejo que acabei falhando novamente. Voltei com a minha ex e agora estou me resgatando em busca da minha identidade que hoje percebo ser independe deste e de qualquer relacionamento que eu possa vir a ter.

Sou livre e desejo voltar a me sentir no meu melhor, com a sensação da vida pulsando em mim, sentindo visceralmente que vale a pena existir. Não quero mais ficar inventando intelectualmente histórias para mim mesmo tentando me convencer sobre o que é bom e sobre o que não é. Decreto que não quero mais migalhas afetivas condicionadas às mudanças repentinas de humor da minha parceira e a mandatos que me tiranizam. Em absoluto ninguém pode ter esse tipo de poder sobre o outro e ninguém deveria sucumbir a ponto de ser uma vítima deste padrão de aprisionamento de alma.
A vida urge e a nossa passagem aqui neste planeta é bastante breve. Que possamos ser pessoas melhores a cada agora que estivermos presentemente vivendo.
* Relato de um paciente em pleno desenvolvimento do seu despertar!

Nota: Todos nós impreterivelmente transitamos entre essas bolhas que literalmente nos engolem. Ora estamos fora delas, no nosso melhor, ora estamos nos afundando de modo cego em determinadas questões mal resolvidas. O risco transita na ameaça do esquecimento de que também existimos em inúmeros aspectos alegres e já despertos. Se não ficarmos alertas para iluminarmos o que temos de melhor, poderemos passar pela vida como zumbis desperdiçando a nossa sagrada experiência de viver no nosso melhor, usufruindo da liberdade de se ser o que somos!

Quanto mais despertos, melhor!

 

Silvia Malamud

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