Perseguidores obsessivos após término da relação

26/09/2017

 

O fato de ninguém gostar de levar um fora em um namoro ou casamento é assunto de comum acordo para grande maioria. Não saber lidar com essas situações pode se tornar o pior dos mundos, a ponto de transformar a vida das pessoas num verdadeiro inferno.

Sensação de derrota, somada ao apego desenvolvido no tempo da relação podem servir como perigosos gatilhos emocionais para que toda sorte de atitudes impensadas tome posse do indivíduo descartado da relação.

Entre as inúmeras respostas que surgem quando se é rejeitado, os sentimentos mais comuns que sobrevém são o de isolamento, desolação e tristeza profunda. Para lidar com todo este turbilhão emocional alguns mecanismos compensatórios de sobrevivência costumam ser acionados muitas vezes levando as pessoas à pensarem e sentirem coisas do tipo como se a parceria afetiva nem fosse tão boa assim e que o rompimento teria sido a melhor coisa que poderia teria acontecido. Por outro lado, e dependendo de determinadas características de personalidade, outros sentimentos não tão simples e nem tão fáceis de se lidar, podem surgir.

Se a pessoa excluída da relação já vem com tendências excessivas de ciúmes, posse e outras características que podem evidenciar traços de prejuízo psicológico relacionados ao narcisismo perverso, ou a psicopatias, a situação pós separação pode complicar.

Em geral, quando ocorre um rompimento, qualquer pessoa pode ser acometida por algum período de inconformismo e de busca de resgate da relação. São nessas horas que costumam borbulhar promessas de melhoria pessoal e as tentativas de acertos. O perigo está na ultrapassagem da linha vermelha. Alguns por não suportarem derrotas ou mesmo por estarem envolvidos demais, correm o risco de passarem do ponto até que no final, pelo excesso de insistência, acabam por fazer com que o outro apenas confirme mais ainda que os motivos que o levaram para a decisão de se separar, de fato foi a melhor atitude tomada.

Em casos mais patológicos, a historia se revela de modo distinto. O narcisista perverso, magoado por ter sido revelado que ele efetivamente não é “o cara”, de inicio fará de tudo e mais um pouco para que a sua ex vitima escolhida volte a dormir, para tanto, inventará mil e uma armadilhas de sedução e de conquista que a essa altura não mais farão eco. Após muita insistência, na segunda parte da percepção de que a perda é efetiva e que, portanto, não mais ocupa o lugar especial que sustentava em detrimento da pessoa com quem mantinha relacionamento, alguns destilam todo ódio, com agressões verbais e as vezes físicas. Na sequencia viram as suas bússolas internas para outros horizontes em busca de novas vitimas, apagando toda conexão que um dia tiveram, afinal foram feridos no lugar onde lhes dói mais que é em seu narcisismo. Se houver filhos, a ex será vista como a vilã da história, por não ter validado eternamente o merecido lugar no Olimpo que eles imaginam que merecem ter.

 

Se acaso o excluído da relação tiver tendências psicopáticas a situação pode de rejeição pode eliciar movimentos perigosos, obsessivos e infelizmente sem termino. Muitas vezes as ex vitimas necessitam do auxilio da justiça para que alguém possa dar freio à eles. O objetivo oculto de extermínio desses tipos, que funcionava como uma espécie de matador silencioso de sua vitima escolhida, não termina com o rompimento da relação. É praticamente impossível eles desistirem dos seus alvos.

Saber com quem está se lidando logo ao iniciar um relacionamento pode valer a qualidade da sua vida e em alguns casos a vida em si.

Dependendo do caso, tratamento psicológico e muitas vezes psiquiátricos são de grande ajuda. Em casos mais graves, a possibilidade terapêutica não é aceita porque os protagonistas dificilmente entendem que tem alguma questão à ser tratada e o ex sempre será o culpado de tudo. Ter um olhar esclarecido sobre o que esta ocorrendo se estiver com alguma duvida pode ser o divisor de águas mais importante de sua sagrada jornada.

Fica o alerta de que tanto homens como mulheres podem igualmente passar por esse tipo de situação.

Ao iniciar um relacionamento e mesmo quando este estiver em curso, independente do tempo em que se está nele, se houver algum desconforto, saiba se ouvir e busque saber a raiz do que te incomoda. Jamais ceda a um mal-estar difuso, intermitente e sequencial. Esteja alerta por que com o tempo, a tendência é de se acostumar com as rachaduras na parede, achando que uma baixa qualidade de vida é normal.

Quanto mais despertos, melhor!

Silvia Malamud

 

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