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Sim, isso é Abuso! Benefícios da ajuda psicológica e médica competente.

08/02/2018

 

 

Para entender um pouco mais sobre questões que envolvem temas como abuso, vale saber que a regra primordial destas tramas é o redirecionamento da energia vital das vítimas, para outros fins que com toda certeza não seria o de gerar consciência.

A técnica usada é sempre a mesma, cria-se um consenso coletivo que inventa verdades sobre o que é a regra do momento, sendo que esta funcionará de impedidor para que uma percepção mais acurada e legitima sobre a realidade possa se manifestar.

Uma forma de abuso velado.

Cordatos e sem pensar a respeito, muitos nem sabem o quanto que são participantes ativos deste e de outros tantos espetáculos dessa ordem, passando pela vida sem questionamento algum, cegamente obedecendo regras inventadas como se fossem verdades absolutas, inclusive nas incontáveis vezes em que as situações são danosas e sem sentido.

Por conta de objetivos obscuros, as verdades plantadas investem de maneira massiva para que a consciência fique turva, prejudicando aqueles que estão no caminho da autodescoberta. Uma forma de abuso.

 

Atualmente temos um exemplo contundente sobre esse tema, que merece ter um espaço importante de alerta e despertamento.

Todos sabemos dos horrores e das severas dificuldades que qualquer tipo de abuso pode causar na vida de quem passou ou está passando por essa situação. Se o abuso for da ordem sexual, não só uma dificuldade em se levar uma vida afetiva saudável pode ocorrer, como também inúmeras outras inibições costumam surgir a partir do evento traumatizante.

Em meu consultório de psicologia, por exemplo, a maioria dos pacientes que sofreram abusos sexuais vieram com severos sintomas de estresse pós-traumático, que em alguns casos, os acompanhavam há anos. Ansiedade generalizada, tentativas de suicídio, depressões gravíssimas e outros sintomas também fazem parte do grave estado emocional das vitimas que vem em busca desse tipo de ajuda psicológica. Algumas estão emocionalmente tão prejudicadas, que necessitam serem medicadas por psiquiatras, a fim de darem conta de entrarem em contato nas sessões de terapia, com as situações terríveis que passaram.

O assunto, portanto, é extremamente sério e dificilmente poderia ser banalizado a ponto de ser tratado por profissionais não qualificados na profundidade que o tema requer.

Se o paciente não consegue se lembrar com clareza do evento do abuso, na certa é porque o seu mecanismo de sobrevivência sabiamente o esquivou de entrar em contato direto com a dor do terror passado, protegendo-o de um possível descontrole emocional maior, para que o seu psiquismo não entre em colapso. Portanto, um profissional não qualificado neste sentido facilmente correria o risco de “cutucar” de modo imprudente, por não ter o conhecimento necessário sobre os perigos que podem surgir ao abrir as portas do psiquismo de modo indevido, principalmente nessas difíceis e dolorosas vivências. Nesses casos, facilmente o cliente correrá o risco de passar por alguma ab-reação importante que poderá ser desde um descontrole emocional grave, a um surto psicótico ou mesmo poderá não atingir o real ponto de virada.

O assunto é sério e as vitimas estão a poucos passos de sofrerem mais ainda se não forem tratadas corretamente.

Mais do que nunca o questionamento sobre o que nos é vendido como verdade deve ser altamente observado para que não sejamos marionetes de sistemas que apenas visam benefícios pessoais.

O alerta é para que não percamos o nosso olhar de observadores atentos em tudo o que nos é oferecido.

Sempre deveríamos questionar para não entrarmos em roubadas maiores da que já estamos.

A nossa vida é o nosso bem maior.

Não somos robôs e podemos questionar conhecimentos que visam outros tipos de propósitos quando as necessidades requerem profissionais habilitados em temas específicos como o do abuso sexual.

A vida definitivamente não é um eterno carnaval.

Quanto mais despertos, melhor!

Silvia Malamud

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