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Quer algumas dicas anti-abuso emocional?

01/04/2019

Para começar, vale a primeira dica: conheça sobre o tema, conheça respeite e valide a si mesmo em suas mais ínfimas percepções, aprenda a se escutar e aprenda a reconhecer quem são os psicopatas, suas manobras e suas ações no mundo.

Se num relacionamento afetivo, de trabalho, social, ou do que seja, você não está tão conectado, mas pela insistência e persuasão deste outro, acaba se envolvendo, observe com bastante atenção a sua mente, as suas emoções e sensações corporais e se dê espaço para que a sua intuição fale mais alto do que todos os seus pensamentos e "achismos". Observe se fica justificando e se entra no clima da sedução buscando minimizar tudo o que não lhe cai bem. Atente que ao fazer isso, o inicio de toda sorte de desqualificação que certamente virá, terá início em você mesmo desde o momento em que escolheu não se levar a sério em suas próprias percepções, em sua intuição, que por toda a sua vida, é e sempre será o seu anjo da guarda.

Se o abusador aparece e some, muda de humor inusitadamente, deixando-a no ar, e depois de você se descabelar esquentando a cabeça para saber o motivo e você insiste com ele para que se explique, para que possa de algum modo se apaziguar e entender, como resposta ele discursará algo convincente, mas saiba que este padrão de comportamento só irá piorar, ampliando-se para as mais diversas formas de ações. Essas táticas apenas servem para domar e enquadrar as presas em rotas avassaladoras de submissão e desabamento psicológico.

Abusadores emocionais estão, na maioria, dentro do espectro das variáveis dos psicopatas e de acordo com as mais recentes pesquisas, em cada 100 pessoas, quatro configuram-se dentro deste perfil, estão, portanto, entre nós muito mais do que podemos supor. Eles sabem o que fazem, mas não têm consciência moral, não têm empatia, ou seja, não sabem se colocar no lugar do outro. Têm habilidade de olhar incisivamente nos olhos dos outros camuflando sedução, amor, pena ou mentindo sem sequer pestanejarem. Fazem parte de um transtorno de personalidade que se associa a um narcisismo exacerbado onde não existe espaço para mais ninguém ao lado deles que não sejam eles próprios. Quem convive com estas pessoas percebem claramente que são eles que definem a personalidade dos outros independente do que esses possam ser.
Quando acusados de algo, facilmente invertem verdades e inúmeras vezes conseguem se fazer de vítimas. 

 



A melhor ferramenta que se pode ter nessa atualidade, onde existe um sistema, alimenta esse tipo de perversão, quando ativa a exacerbação competitiva do culto ao belo, do culto ao estar e se dar bem a qualquer preço, é o conhecimento sobre o tema, o conhecimento sobre si mesmo e, o principal, se levar a sério tomando atitudes cirúrgicas quando notar que algo, por mais ínfimo que possa parecer, não lhe cai bem, lhe rouba de si mesmo, lhe deixa instável.
Quanto mais despertos, melhor!

Silvia Malamud 

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